O Lado Bom da Vida (2012)

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Faz tempo que não escrevia aqui, estava sem tempo pra assistir filmes e, pra ser sincero, com preguiça de fazer as críticas. Mas nos últimos meses tenho visto filmes tão, mas tão bons, que me deu muita vontade de voltar a escrever. 

Um desses filmes é "O Lado Bom da Vida" (Silver Linings Playbook no original) do diretor David O. Russell (O Vencedor), lançado em 2012. Não é a toa que teve 8 indicações ao Oscar, o filme é simplesmente sensacional! 

Baseado no livro homônimo de Matthew Quick, o filme conta a história de Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper), um homem com transtorno bipolar que perdeu quase tudo na vida: emprego, esposa e a liberdade. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.



O filme também tem Robert De Niro e Jacki Weaver no elenco e talvez esse seja um dos raros filmes onde os dois protagonistas e os dois coadjuvantes tenham sido indicados ao Oscar. Merecidamente, diga-se de passagem.

Apesar de seguir os moldes das comédias românticas, o filme vai muito mais fundo nas relações humanas e na profundidade de seus personagens. Tudo funciona: atuações, roteiro, direção e trilha sonora. O diretor Russell orquestra tudo isso da melhor maneira possível.

"O Lado Bom da Vida" é uma comédia sincera mas, como Pat, ela é bipolar, e alterna entre partes eufóricas e partes voluntariamente dolorosas. Um filme tão singular quanto cativante.

Nota: 5/5

Trailer:




Demons: Filhos das Trevas (1985)

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Hoje vou falar de um clássico do terror europeu: Demons: Filhos das Trevas (Demoni - 1985), de Dario Argento). Esse filme tem um lugar especial na minha prateleira. Lembro perfeitamente da sensação que tive ao assistí-lo pela primeira vez, do horror que eu senti, dos sustos que levava. Eu era apenas uma criança na época, mas até hoje é um filme que mexe comigo. Se me permitem confessar uma coisa, é um dos poucos filmes que até hoje não consigo assistir sozinho à noite.


Se imagine indo ao cinema para ver um filme de terror sobre pessoas sendo possuídas por demônios que saem matando e destruindo tudo por aí. Agora imagine que, no meio do filme, quando a sangria rola solta e você já está quase borrado de medo, as criaturas do filme saem da tela e comecem um massacre onde você está, exatamente assim, sem qualquer explicação lógica. Pois bem, esse é Demons – Filhos das Trevas, de Lamberto Bava (filho do célebre diretor italiano Mario Bava), uma pequena obra-prima do Cinema Fantástico Italiano (e um dos seus melhores e mais bem sucedidos representantes).

Antes de tudo, vale citar que alguns dos grandes nomes do cinema italiano à época estavam envolvidos no projeto, desde o roteiro do próprio Bava e Argento (que também produziu o filme) juntamente com Franco Ferrini (Era Uma Vez na América, Síndrome de Stendhal) e Dardano Sacchetti (Zombie - A Volta dos Mortos e Shock), ao cultuado nos anos 90 Michele Soavi, que além de interpretar dois personagens, dirigiu a segunda parte do longa.

Extremamente bem feito aos padrões da época (gore caprichadíssimo), a obra, antes de tudo, é uma grande brincadeira metalinguística carregada de referências a outros clássicos do horror. Já no começo, vemos uma moça caminhando sozinha por uma rua escura e sendo perseguida por um sujeito ameaçador com uma capa preta (Michele Soavi). Ele à aborda e, ao invés de punhaladas (como já deve ser o esperado pelo expectador), a oferece um par de ingressos para uma sessão especial de reinauguração de um antigo cinema. Chegando lá, somos apresentados aos personagens principais no saguão do cinema, entre eles, uma prostituta que se fere ao colocar no rosto uma máscara de metal que adornava uma estranha escultura da entrada do prédio.

O filme começa e, na cena mais brilhante de Demons, as imagens e acontecimentos do filme exibido a eles vão se alternando e confundindo com o “real” (no caso, o que nós estamos vendo). Um grupo de amigos encontra uma antiga catacumba com o Diário de Nostradamus e uma misteriosa máscara de metal. Um deles (Soavi, em seu segundo personagem no longa) a coloca enquanto o outro lê uma sombria passagem do livro onde fala que “Eles farão dos cemitério as suas catedrais, e das cidades os seus túmulos”. Ao retirar a máscara, o rapaz corta o rosto exatamente como a moça no cinema, que à essa altura já está passando mal e se levanta para ir ao banheiro.

Bem, o que acontece é previsível. Numa cena cheia de sangue, pus e demais nojeiras (todas em close), ela se transforma no primeiro demônio assassino e desata a matar todos que encontra pelo caminho, um a um, até chegar na sala de exibição e iniciar o pânico geral. Uma das vítimas é atacada por trás da tela de exibição e, numa sequência excruciante, a vemos tentar rasgar a tela que a separa da platéia enquanto nesta é exibida uma mulher se escondendo em uma cabana que está sendo rasgada pelo monstro assassino. Seus gritos de socorro se confundem com os da atriz no filme e, ao fim, quando o demônio finalmente consegue invadir o esconderijo da personagem, a moça passa em meio à tela, caindo no chão, liberando o demônio e iniciando o terror.

A metalinguagem se mostra crucial em todo o decurso do filme. Os convidados presos no cinema (misteriosamente, todas as portas e saídas aparecem lacradas) são cada um dos expectadores de seu filme. Ao rasgar a tela e liberar o monstro na platéia, a finalidade do autor (no caso, autores) fica evidente: mostrar quem detem o controle, quem são algozes e vítimas e quem está por trás de tudo. Essa proposta identificada em Demons nem podia ser vista como algo novo. Muito pelo contrário, era uma grande ode ao veio autoral tão característico do Cinema Fantástico Italiano, onde seus realizadores abriam mão de pontos ditos primordiais a um filme (coerência narrativa é sempre o exemplo mais lembrado) em função da construção da atmosfera perfeita, onde contar a história era o de menos, sendo qualquer coisa pretexto para jogar o expectador naquele inferno em tela.

Talvez por isso, o filme não faça a menor questão de nos explicar quem promoveu aquela armadilha e quais suas razões, de onde vieram os demônios e como diabos as saídas do cinema foram lacradas tão rapidamente. A obra, dessa forma, seria um deboche, em uma comparação grosseira (e arriscada, admito), o Janela Indiscreta dos comedores de macarrão, só que em uma homenagem sem o glamour do Hitchcock, em forma de arremedo onde o que vale é a vontade do diretor e, ao expectador, resta apenas sentir medo. Nada de pensar, refletir ou encontrar alguma justificativa para algo. Apenas sentir medo. Só isso. Além, é claro, de se divertir descompromissadamente.

Esse desprendimento é um dos grandes trunfos de Demons. Apesar de ser uma nítida homenagem, a obra se mostra independente de referências,  atingindo assim um público bem maior por poder tanto ser apreciada por um admirador do gênero, quanto por quem procura apenas um bom filme de terror, com muita correria, sangue, violência explícita e diversão. Afinal, não precisa ser profundo conhecedor das teorias cinematográficas para vibrar com um carinha montado numa moto com uma garota safadinhaa na garupa, correndo de um lado pro outro dentro de um cinema em chamas decepando braços e cabeças de zumbis-demônios com uma espada samurai (!!!), e tudo isso embalado pelos solos de guitarra nervosos do Accept.

A trilha sonora, aliás, merece menção honrosa. Billy Idol, Motley Crüe,  Rick Springfield, Saxon, Pretty Maids e outros nomes igualmente badalados à época ajudaram o filme a ganhar mais visibilidade ainda (não diminuindo a importância da score de Claudio Simonetti – ex-Goblin e imortalizado, dentre outras, pela trilha do clássico Despertar dos Mortos, de George Romero). A música que abre o filme é simplesmente maravilhosa. Assistam ao trailer aqui embaixo para conferir. Até hoje carrego a frustração de nunca ter achado essa trilha sonora para comprar ou baixar (se é que um dia ela foi lançada).

Demons ganhou uma sequência lançada alguns anos depois, que na verdade não tem nada a ver com esse aqui (apenas pega o argumento da possessão em massa e confinamento e joga em outra situação, substituindo o cinema por um prédio), que é até divertida, apesar de ser bem canastrona, mas ainda assim longe de ser tão boa quanto o original. Uma pena, pois potencial criativo do produtor e diretor é o que não faltava.

Nota: 5/5

Trailer:

Tron: Legacy (2010)

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Tron: Legacy foi um dos filmes que assisti durante o final de semana. Quer saber o que eu achei? Uma bela e caríssima porcaria produzida pela Disney. Literalmente, pois é visualmente espetacular mas não tem nenhuma substância. Assim como o filme original, esta sequência prima pela inovação nos efeitos visuais em detrimento de um roteiro que, na verdade, não faz sentido algum. Mesmo os efeitos tiveram seus pontos fracos. O "rejuvenecimento" de Jeff Bridges, por exemplo, não estava muito bom. Aliás, estava horrendo. Parecia mais que um personagem de Beowulf (animação de 2007 de Robert Zemeckis) estava entre os atores. Em nenhum momento você esquece que ele é apenas isso: um efeito visual que não deu certo. Daqui a alguns (poucos) anos as pessoas vão rir muito dessa coisa tosca. 

A trilha sonora feita pelo Daft Punk é apropriada mas parece só uma mistura de Hans Zimmer (Inception) e Vangelis (Blade Runner) com... bem... Daft Punk. Pelo menos você percebe que eles não fizeram simplesmente músicas que foram colocadas sobre o filme, fizeram uma trilha incidental mesmo. Nesse sentido foram bem sucedidos pois ajudaram a dar mais ênfase a muitas cenas. É uma boa trilha sonora que funciona muito bem principalmente em sistemas de som potentes de salas de cinema com tudo bem regulado. Só que eu esperava algo mais inovador ou original.

O mesmo pode ser dito do roteiro. A discussão sobre software livre e as questões corporativas (com a ENCOM fazendo uma alusão óbvia à Microsoft) são muito mal aproveitadas e servem apenas de pano de fundo para uma cena que tenta estabelecer (sem sucesso) quem é o protagonista Sam Flynn.

As implicações filosóficas, religiosas e sociais ficaram apenas na intenção. O que poderia ser um grande trunfo acabou sendo deixado de lado e restou somente uma história de "papai me abandonou".

Kevin Flynn é o Criador da Rede, ou seja, é Deus. Ninguém sabe onde Ele está e o que faz mas todos acreditam que Ele existe (e que todos existem por causa Dele).

Sam Flynn é o filho do Criador que, mesmo sem saber, vem para libertar os oprimidos (que o esperavam de acordo com profesias ou algo assim que não são mencionadas em detalhe). Ele, obviamente, é Jesus.

Mas C.L.U. também é, de certa maneira, filho de Kevin Flynn. E também representa o lado ruim de sua própria busca pela perfeição. Então, na verdade, são dois lados de Kevin Flynn em conflito: o pai/homem de família e o empresário/visionário. C.L.U. seria mais ou menos como Satã mas como ele trai Kevin Flynn (devido a uma deturpação de suas instruções originais) é também uma espécia de Judas.

Só que todas essas metáforas não vão além disso. É como se apresentassem todos os elementos mas não fizessem nada com eles. Pior ainda: ao longo da trama elas começam a se misturar ou trocar (com Kevin Flynn dando uma de Jesus e C.L.U. alternando entre Satã, Judas e monstro de Frankenstein). Há também críticas ao fascismo e comunismo mas são muito rápidas e superficiais (como tudo no filme). Simplesmente um desperdício.

Assim como no filme original, o personagem Tron não é o protagonista e aqui tem um papel ainda menor. Poderiam ter feito um arco mais significativo para ele pois o que fizeram parece apenas um detalhe planejado tardiamente: "Ah, é! A franquia chama-se Tron! Precisamos colocá-lo em algum lugar aí".

Pior ainda é o programa Yori (e sua usuária Lori Baines) que nem aparecem no filme. Isso foi uma grande falta de consideração com a atriz Cindi Morgan. Tanto que muita gente na web tem protestado e reclamado.

Já Michael Sheen dá um verdadeiro show como o personagem Castor, cheio de nuances e pequenas referências (não vou estragar as surpresas). É uma pena que tenha pouco tempo de tela e que não tenha feito muita coisa na trama. Outro desperdício.

E a coisa toda sobre os ISOs (quem são, como vieram a ser, qualé seu propósito e importância) não ficou muito clara. Pelo menos eu não entendi muito bem por que deveríamos nos importar. Isso porque era para ser a coisa mais importante da história, hein.

O que também preocupa é que quem nunca assistiu ao filme original pode simplesmente não entender nada do que se passa. É que, apesar de ter mais de duas horas, muita coisa não é bem explicada. Pelo menos não com a devida ênfase pois o roteiro não tem boa estrutura e é mal escrito.

Há vários subplots que não levam a lugar algum e muitas coisas que não fazem o menor sentido (não listarei aqui porque são spoilers). Mas os marmanjos que assistiram a Tron (1982) quando eram bem jovens (e provavelmente muitas outras vezes depois ao longo dos anos) pelo menos terão o elemento nostálgico. Se prestar atenção também perceberá algumas homenagens a Star Wars (a trilogia original) e 2001: A Space Odyssey mas nada muito além disso.

A verdade é que Tron: Legacy é um filme para crianças. Sejam elas de 10 ou 40 anos. Um conselho de amigo? Não perca seu tempo!

Nota: 1/5

Trailer:



Daft Punk's "Derezzed":


Buried (2010)

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De Rodrigo CortésCom Rey Reynolds, José Luis García Pérez, Robert Paterson.

Acabei de assistir Buried (Enterrado Vivo) e confesso estar impressionado. O filme é inteiramente rodado no interior de um caixão enterrado em solo iraquiano onde se encontra Paul Conroy (Rey Reynolds), um caminhoneiro americano capturado numa emboscada no Iraque e feito refém. A sua libertação, como a de outros prisioneiros civis, depende do pagamento de 5 milhões de dólares. Dentro do caixão encontra-se também um celular em árabe, um saco com um bilhete, uma cobra, um isqueiro zippo, uma lanterna e luzes fosforescentes. E de fato o efeito final (com as diferentes luzes, do celular, do isqueiro e da lanterna) cria a possibilidade de filmar com dinamismo e realismo uma obra inteira dentro de um caixão sem qualquer imagem do exterior a não ser um vídeo que lhe chega pelo celular. Para este efeito contribui a impecável interpretação de Reynolds e o fato do realizador se mater fiel ao propósito do filme.

Buried é também uma incisiva crítica à política anti-terrorista norte americana e uma denúncia do mundo paralelo que existe ao lado do discurso militar oficial. Este prisioneiro passa por todos os estados que um homem pode sentir naquela situação desde a luta desenfreada pela vida, através de telefonemas a todos os contactos de que se lembra, passando pelo desespero e pela esperança. A indiferença de alguns dos seus interlocutores, a inoperância daqueles que o deveriam salvar, o telefonema absurdo da companhia de seguros, tudo isso cria no espectador, que vive com o Paul Conroy aquele pesadelo claustrofóbico, uma terrível sensação de revolta pelo establishment norte-americano e a hipocrisia dos governantes. Obra muito original e de forte impacto, Buried é um filme que merece ser visto e é também um tapa na cara no típico filme patriota sobre o Iraque. Recomendadíssimo!

Nota: 5/5

Trailer:


Filmes do Final de Semana

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Nesse final de semana assisti a 5 filmes, aqui falarei dos dois primeiros.

O primeiro foi 'Jackass 3D' (2010):


Achei bem legal, como todos os outros deles. Nada demais, até porque não assisti em 3D, no cinema deve ser muito melhor. É aquele velho festival de escatologia, explosões, porradas, chifradas, saltos de skate e tudo mais que sempre vemos nos filmes da franquia. Mesmo assim o filme é engraçadíssimo e merece meu elogio. Os caras sabem se reinventar.


Nota: 4/5

Trailer:




O segundo foi "A Epidemia" (The Crazies, 2010):


A Epidemia é a refilmagem de O Exército do Extermínio, de 1973. Este foi o quarto filme do pai dos zumbis, George A. Romero (Madrugada dos Mortos). Confesso que não esperava muita coisa desse filme e me surpreendi positivamente. A história é assim: A primavera acaba de chegar numa tranquila cidade do interior, onde a simplicidade toma conta das pessoas e suas rotinas. Mas neste ano, a estação trouxe algo além de flores. Misteriosamente, os moradores tornam-se pessoas silenciosas e… extremamente agressivas! O casal David (Timothy Olyphant) e Judy (Radha Mitchell) se vêem cercados por aqueles que um dia já foram seus vizinhos e amigos, mas agora vagam pela cidade com um único objetivo em mente: matar, destruir, aniquilar.A epidemia conseguiu entrar no meu seleto rol de bons filmes de terror. Recomendo!

Nota: 4/5

Trailer:

Madrugada Dos Mortos (Dawn of the Dead - 2004)

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Quem me conhece sabe que filmes de zumbis é meu sub-gênero de filme preferido. Adoro todos, do mais trash ao mais cult (se é que isso existe). O fato é que Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead), de 2004, cumpre todos os requisitos que um bom filme de zumbis deve ter. Esse filme é, na verdade, uma refilmagem da segunda saga da 'Trilogia dos Mortos' - série de filmes formada por A noite dos mortos-vivos (Night of the Living Dead, 1968), O Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978) e O Dia dos Mortos (Day of the dead, 1985) - do pai dos zumbis George Romero. Mesmo que oficialmente baseado no roteiro de Romero, Madrugada dos Mortos tem personalidade suficiente para não precisar se apoiar nesta muleta, ainda que sejam claras as referências aos filmes do diretor como a participação do mestre da maquiagem Tom Savini (o criador dos zumbis de Romero e diretor da refilmagem oficial de A Noite dos Mortos Vivos) como um xerife meio aloprado que dá entrevista na TV.


A história é a seguinte: Os zumbis desejam dominar uma cidade de Wisconsin e começam a atacar as pessoas. Ana (Sarah Polley) é uma jovem enfermeira, que consegue escapar do ataque deles e é ajudada pelo policial Kenneth (Ving Rhames). Juntos eles encontram abrigo em um shopping center, onde outros sobreviventes estão escondidos. Lá os zumbis não conseguem entrar e eles conseguem ter uma vida razoavelmente normal. Mas a situação piora quando começa a faltar energia e comida, o que faz com que eles tenham que sair do abrigo para conseguir sobreviver.

Assim como em "Extermínio", de Danny Boyle (que ainda vou falar aqui), o diretor Zack Snyder transforma os zumbis de criaturas lentas e rígidas em feras assassinas velozes, com o intuito de aumentar a ameaça e o impacto visual. Nada contra, ainda que nem um dos dois filmes aproveite bem esta "evolução" dos zumbis. Não sei exatamente porque, mas aquele andar vagaroso e desajeitado dos zumbis dos filmes clássicos são pra mim mais assustadores, talvez porque aquela rigidez torne as criaturas mais realistas, afinal esta é uma das características mais marcantes de um cadáver. Ou talvez seja pelo fato de que por mais que você corra e eles se arrastem, você sabe que no fim ainda assim eles vão te alcançar e quando isso acontecer não terá escapatória. Mais ou menos como acontecia com Michael Myers ou Jason. Em Madrugada dos Mortos, os zumbis são rápidos e com frequência alcançam suas vítimas, mas estas escapam com uma facilidade improvável. Sem falar que todos os personagens são bons de tiro. São detalhes pequenos que atrapalham mas não comprometem.

O grande trunfo de Madrugada dos Mortos na minha opinião são os personagens, todos empáticos, ainda que não necessariamente profundos. Mas se importar com os personagens é o primeiro e mais primordial passo de um bom filme de horror, já que a preocupação com o destino deles é que sustentará nossa atenção pelas próximas duas horas. E é isso que Gunn e Snyder conseguem. Do mais covarde ao mais corajoso, do mais pentelho a mais cativante, todos são personagens críveis, humanos o suficiente para não merecerem uma morte cruel nas mãos das criaturas.

Madrugada dos Mortos é um dos melhores filmes de zumbis da 'nova geração', senão o melhor, e com certeza merece um espaço na sua prateleira de DVDs.

Nota: 5/5 (Com louvor)

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Flashdance (1983)

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Flashdance é um romance musical de 1983, dirigido por Adrian Lyne (de 9 ½ Semanas de Amor). O filme fez um puta sucesso e se tornou o terceiro filme mais assistido no ano que foi lançado e também um dos mais conhecidos da década de 80, com diversas de suas cenas sendo homenageadas nos anos seguintes. Um novo clássico que também figura na minha lista de favoritos.
Sinopse:
Uma jovem (Jennifer Beals) de garra e talento não mede esforços para realizar o sonho de se tornar uma bailarina. Para tanto, durante o dia ela trabalha como operária e à noite solta seu corpo no ritmo alucinante das discotecas.

Nota: 5/5

Trailer:


Febre de Juventude (1977)

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Mais do que um clássico das tardes televisivas, a estreia de Robert Zemeckis na direção é um cult. Inexplicavelmente nunca lançado em DVD ou mesmo VHS, Febre da Juventude não só traz um dos melhores trabalhos do diretor, como é uma peça divertidíssima que sintetiza perfeitamente a euforia exarcebada de uma época; euforia esta que atendia pelo nome de “beatlemania”.


  
O roteiro escrito por Zemeckis em parceria com Bob Gale (mesma dupla que mais tarde criaria a inigualável trilogia De Volta para o Futuro) acompanha um grupo de jovens que tem um único propósito: ver a banda inglesa The Beatles, que em 1964 fazia sua primeira apresentação nos Estados Unidos, no emblemático Ed Sullivan Show. Aliás, ver, aqui, abrange diversos significados: seja um vislumbre do tornozelo do George Harrison, as costas de todos eles passando por um corredor, um pedaço do carpete em que eles pisaram – o que dirá, então, vê-los frente a frente.

Febre da Juventude não é apenas o retrato de uma época, mas de uma sensação, um momento. Basta a sequência em que uma multidão cai aos berros quando uma mulher grita de dor no pé para ilustrar isso. O filme tem noção deste orgasmo ensurdecedor que o grupo causava nos – e principalmente nas – jovens e brinca com isso o tempo todo. A partir da premissa o roteiro divide os personagens em diversos caminhos, colocando-os em inúmeras situações, sendo que algumas resvalam no extremo, como a possibilidade de prostituição para conseguir uma foto da banda. E se nisso tudo a trilha sonora é recheada de canções da fase “iê-iê-iê” da Beatles, então, bem, como pode dar errado?

Ao separar a narrativa entre seus personagens o longa ganha contornos de um American Grafitth – Loucuras de Verão para “beatlemaníacos”, algo que pode ser constatado, também, pelos diálogos que carregam parte de letras das músicas. E o elenco de desconhecidos (apenas Nancy Allen conseguiu emplacar alguns filmes depois, mas só) se sai muito bem, cada um em seu devido papel com sua própria característica – salva a exceção de Eddie Deezen, exagerado e irritante. Mas independente disso, este mini-cult é uma comédia de energia contagiante e com muito alto astral. Um genuíno feel good movie. E se até mesmo Deus intervém em determinado momento para garantir a transmissão do show, então que assim seja.

Infelizmente o filme só está disponível em DVD americano, numa edição seca, sem extras. Mas vale, e muito, pelo conteúdo principal. É praticamente impossível achar o filme para comprar, mas é muito simples achá-lo para download legendado na net. Se quiserem é só pedir! =)

Nota: 5/5
Nem o trailer oficial eu consegui achar no YouTube, portanto vai aí a cena final do filme:

Blade Runner (1982)

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Para que não sabe Blade Runner é um dos maiores clássicos e cult da ficção ciêntifica de todos os tempos, mesclando policial noir e ficção-científica na Los Angeles de 2019. Pra quem também não sabe, o filme é dirigido por Ridley Scott ( Alien, Thelma e Louise, Gladiador) Logo na tela abertura, uma apresentação do problema do filme: “No inicio do século XXI a Tyrel Corporation criou os robôs da série Nexus virtualmente idênticos aos seres humanos. Eram chamados de replicantes. Os replicantes Nexus 6 eram mais ágeis e fortes e no mínimo tão inteligentes quanto os Engenheiros genéticos que os criaram. Eles eram usados fora da Terra como escravos em tarefas perigosas da colonização planetária. Após motim sangrento de um grupo de Nexus 6, os replicantes foram declarados ilegais sob pena de morte. Policiais especiais, os blade runners, tinham ordens de atirar para matar qualquer replicante. Isto não era chamado execução, mas sim remoção.”

O filme foi lançado em 1982, mas em 2007, Ridley Scott lançou a versão do diretor, que continha algumas cenas extras e que teve a narração do início do filme retirada.

Também é um dos meus preferidos e super recomendo a todos que procuram um ótimo filme pra assistir. Quase ia me esquecendo de falar da trilha sonora inesquecível composta por Vangelis.

Sinopse:

No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

Nota: 5/5

Trailer:
A Alcon Entertainment, empresa ligada aos estúdios Warner Bros, está comprando os direitos para produzir prelúdios, continuações e séries de tv da cultuada ficção científica de 1982. Sócios na empresa, Broderick Johnson e Andrew Kosove discutem com Bud Yorkin, produtor de Blade Runner, as últimas condições desse acordo, mas já falam como novos donos da marca em comunicado à imprensa. Yorkin, que será produtor de todos os novos projetos ao lado de Kosove, Johnson e sua esposa Cynthia Sikes Yorkin, porém, negou à Alcon a opção por qualquer refilmagem do original. Os novos filmes e séries devem empregar elementos que estejam no filme de Ridley Scott (cujo envolvimento permanece incerto). A distribuição nos EUA será da Warner Bros. Internacionalmente, ainda está sendo discutida.

Peixe Grande (Big Fish - 2003)

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Também tá na minha lista de filmes preferidos. Dirigido por Tim Burton e baseado no livro Big Fish: A Novel of Mythic Proportions, de Daniel Wallace. O filme é lindo, a direção é perfeita, fotografia foda, enfim. Um filme cinco estrelas.


Sinopse:


Uma rede entrelaçada de histórias reais e imaginárias, "Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas" conta a jornada de Edward Bloom e daqueles que o amam. Apesar de não acreditar em tudo o que diz, para Edward o que importa mesmo é a maneira como as coisas são contadas.


Quando tinha oito anos, confinado em uma cama por causa de uma anomalia no crescimento, Edward passa o tempo lendo a Enciclopédia Mundial inteira. O que mais lhe chama a atenção, em particular, é um artigo sobre o peixe-dourado, no qual ele aprende que "se um peixe-dourado é mantido num pequeno aquário ou compartimento, ele não crescerá. E que com mais espaço, este ser pode dobrar, triplicar e até mesmo quadruplicar seu tamanho".



Dez anos mais tarde, depois de se tornar um dos mais populares jovens de Ashton, na Carolina do Sul, ele percebe que, tal como o peixe-dourado, para crescer ele terá de sair de casa e explorar o mundo. Como ele diz para o seu novo amigo Karl o Gigante, "Você acha que esta cidade é muito pequena para você? Bem, ela é muita pequena para um homem de ambições tão grandes como as minhas. Eu adoro cada canto deste lugar. Mas eu sinto que seus limites se fecham em direção a mim. A vida de um homem só pode crescer até um certo ponto num lugar como este".



E então, se inicia uma fantástica e mítica jornada.



Muitos anos e inúmeras aventuras depois, Bloom (Albert Finney) é conhecido como sendo um contador de histórias fabulosas sobre sua vida rica em momentos incríveis, bem diferente daquela de um jovem comum (Ewan McGregor) vivida por ele no passado, quando sua sede de viajar o levou ao redor do mundo e o trouxe de volta. Suas façanhas foram do encantador ao surreal, misturando sagas épicas sobre gigantes e lobisomens, unindo cantoras coreanas, uma bruxa de olho de vidro capaz de prever o futuro - e, é claro, um peixe grande que se recusa a ser capturado.



As fabulosas histórias de Bloom encantam todos que ele encontra, exceto seu filho Will (Billy Crudup), que também deixou sua casa mas, neste caso, para fugir da proteção do pai. Quando Edward adoece e sua esposa, Sandra (Jessica Lange), tenta uni-los novamente, Will embarca numa jornada pessoal para tentar separar o mito da realidade sobre a vida de seu pai e chegar a uma aceitação em relação aos enormes feitos e grandes fracassos daquele homem.



Os outros viajantes desta extraordinária e emocionante viagem são Helena Bonham Carter na pele de uma mulher que aparece de formas diferentes - inclusive como uma bruxa feiticeira. Alison Lohman interpreta Sandra quando jovem, o verdadeiro amor da vida de Edward. A novata Marion Cotillard faz o papel da mulher de Will, Josephine. Steve Buscemi vive o desventurado poeta que virou ladrão de banco e depois 'barão' na Wall Street, Norther Winslow, e Danny DeVito faz o papel de Amos Calloway, o enrolado dono e animador de um circo viajante.



Nota: 5/5




Trailer Legendado:

Star Wars - Episódios I, II, III, IV, V e VI

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Assim como E.T. (que falei no post anterior), as trilogias de Star Wars também estão na minha lista de filmes preferidos. Lançados entre 1983 e 2005, estes filmes marcaram minha infância, adolescência e vida adulta.

Os filmes foram escritos e dirigidos por George Lucas, ainda um jovem diretor que tinha saído de um grande sucesso "Loucuras de Verão".

A primeira trilogia (Episódios IV, V e VI - sim, a saga começa do meio para o fim) se inicia com o Episódio IV - Uma Nova Esperança (1977) e conta a história de Luke Skywalker (nome do meu filho, FATO!), interpretado por Mark Hamil, um jovem fazendeiro, que descobriu no robô adquirido pela família recentemente uma mensagem da princesa Léia, implorando pela ajuda de Obi-Wan Kenobi. Luke encontra-se com Ben, amigo de seu pai, e lhe conta o ocorrido. Descobre, então, que Ben e Obi-Wan são a mesma pessoa. Kenobi deixa Luke a par da batalha que os rebeldes estão travando contra o Império. Conta-lhe também sobre a existência de uma energia espiritual chamada "A Força" e os cavaleiros Jedi. Juntos ao mercenário Han Solo (Harrison Ford) e seu co-piloto Chewbacca, eles unem suas forças para resgatar a princesa Léia da Estrela da Morte, uma extraordinária nave de guerra controlada pelo poderoso Darth Vader.

Episódio V - O Império Contra-Ataca (1980):

Após um ataque devastador à base no planeta gelado de Hoth, os rebeldes se dispersam para fugir da perseguição imperial. Enquanto isso, Luke viaja ao planeta Dagobah para encontrar o lendário mestre Yoda e ser treinado como um cavaleiro Jedi. Han Solo, Chewbacca e a princesa Léia tentam sabotar os planos de Darth Vader, mas acabam prisioneiros. O mercenário é congelado e enviado para seu maior inimigo, Jabba, The Hutt, enquanto Luke luta contra o tempo para salvar Léia. Seu encontro com Darth Vader, no entanto, revela a angustiante verdade sobre seu pai. Este filme é considerado por muitos fãs (e por este fã que vos escreve) o melhor de todos os episódios de Star Wars.

Episódio VI - O Retorno do Jedi (1983):

O Retorno de Jedi é o último filme da primeira trilogia Star Wars. Nele, o Império dá início à construção de uma nova nave de guerra. Em Tatooine, Han Solo escapa das garras de Jabba, The Hutt, e se une novamente à princesa Léia e Luke . Os rebeldes recebem a ajuda inesperada dos Ewoks no combate às forças imperiais, na lua florestal de Endor. Enquanto isso, o Imperador Palpatine e Darth Vader conspiram para atrair Luke Skywalker para o Lado Negro da Força. Mas o jovem tem outros planos: o de reviver o verdadeiro espírito Jedi em seu pai.

Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999):

Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), jovem aprendiz Jedi sob a tutela de Qui-Gon Jinn (Liam Neeson), é designado com seu mestre para escoltar a rainha Amidala (Natalie Portman) até um encontro com os líderes da República, evitando que a Federação coloque em prática seu plano de dominar o planeta Naboo. Mas, durante a viagem, a nave tem problemas e acaba por aterrissar no planeta Tatooine, onde encontram o menino Anakin Skywalker (Jake Lloyd). Qui-Gon acredita que o garoto possa ser o líder dos Jedis que ele procura há muito tempo, mas algo o alerta sobre o perigo de torná-lo seu aprendiz. Este episódio retrocede na história e mostra o que aconteceu antes do primeiro Star Wars, de 1977.

Episódio II - O Ataque Dos Clones (2002):

A saga continua. Ambientado dez anos após o primeiro episódio, Star Wars: Episódio 2 - Ataque dos Clones está mais sombrio do que nunca. O Conde Dooku (Christopher Lee) e seus aliados (entre eles, Boba Fett) resolvem enfrentar os Cavaleiros Jedi. Enquanto isso, a dupla Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) devem proteger a senadora Padmé Amidala (Natalie Portman), que tem sua vida ameaçada por forças separatistas da República. As coisas rumam para uma possível guerra civil intergalática. A República cria um exército de clones para combater os separatistas. Simultaneamente, surge um clima de romance entre Anakin e Amidala. O problema é que os cavaleiros Jedi não têm permissão para se apaixonar.

Episódio III - A Vingança Dos Sith (2005)

Três anos depois do Ataque dos Clones, Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Padme Amidala (Natalie Portman) estão casados, a República está em guerra com a Confederação e Darth Sidious (Ian McDiarmid) se prepara para controlar a galáxia. Quando Anakin se une ao Lado Negro da Força, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) deve lutar para proteger Padmé e seus filhos.

Por mais que isso resuma um pouco da saga de Star Wars, nada como alugar/baixar os 6 filmes e tirar um final de semana inteiro para vê-los.

Em setembro de 2010, a Lucasfilm confirmou que irá converter todos os seis filmes da saga Star Wars em 3D, segundo a produtora, todos os episódios serão relançados nos cinemas neste formato, começando dessa vez pela ordem cronológica dos episódios. Star Wars: Episódio I reestreiará nos cinemas no dia 10 de fevereiro de 2012 nos EUA. Um porta-voz da produtora informou que a idéia é lançar os filmes amplamente e possivelmente na maior parte dos territórios ao mesmo tempo. A distribuição será novamente da Fox.
Boatos que rolam pela internet dizem que uma nova trilogia poderá ser lançada em 2017, dessa vez dirigida por Steven Spielberg. Tomara! E tomara que eu esteja vivo para ver!

Notas: Trilogia 1: 5/5 - Trilogia 2: 4/5

Ps: Muito fofa essa menininha explicando a história do Episódio IV:

Trailer:

E.T. (1982)

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E.T. é com toda certeza o meu filme preferido. Talvez porque tenha sido o primeiro que assisti no cinema, talvez porque eu seja fã número 1 do Steven Spielberg ou talvez porque seja mesmo um puta filme. O fato é que esse filme marcou minha vida e hoje é um clássico, considerado pela crítica como um dos 100 melhores filmes de todos os tempos. Além disso é um dos maiores sucessos de bilheteria de toda a história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares. Pra época isso era absurdo! A história parte de uma premissa simples: Um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente, surge entre os dois uma forte amizade.

Até hoje eu não acredito que existem pessoas que ainda não assistiu. É como um trintão de hoje dizer que nunca assistiu o Xou da Xuxa nos anos 80. Se você é uma dessas pessoas, por favor, largue tudo o que está fazendo e corra pra assistir.


E.T. foi indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor fotografia e melhor edição. Ganhos nas categorias de melhor trilha sonora, melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros e melhor som.
Em 2002 o filme foi relançado nos cinemas como parte das comemorações de seus vinte anos de lançamento, em uma nova versão que continha cinco minutos de novas cenas (que tinham ficado de fora na versão original), além de novos efeitos especiais e uma remasterização digital realizada em todo o filme. As armas dos agentes do FBI também foram substituídas por walkie-talkies, através da intervenção de computadores no filme original. Na ocasião do relançamento, entendia-se que a presença de armas num filme infantil seria inadequada, justificando-se a intervenção.

Nota: 5/5



Aqui vão algumas curiosidades sobre o filme:
  • A face do "E.T." foi elaborada tendo como molde as faces do poeta Carl Sandburg e do cientista Albert Einstein.
  • O comunicador utilizado pelo "E.T." no filme realmente funcionava e foi construído por Henry Feinberg, um especialista em ciência e tecnologia.
  • Duas das crianças do filme, Erika Eleniak e Drew Barrymore, muitos anos depois, posaram nuas para a Playboy americana.
  • Durante os testes para a escolha do protagonista de E.T., o Extra-terrestre, Henry Thomas imaginou que seu cachorro tinha morrido e utilizou esta ideia em sua audição para o papel, para transmitir o sentimento de tristeza. Steven Spielberg gostou tanto que terminou chorando durante a audição, e o escolheu para protagonizar o filme.
  • O ator Harrison Ford fez uma pequena ponta, como o diretor da escola de "Elliot"; no entanto, na edição final do filme, Spielberg decidiu cortar todas as cenas em que ele aparecia, por achar que o personagem era dispensável e servia apenas para distrair o público da história principal.
  • Quando foi lançada nos Estados Unidos da América, a versão em VHH de E.T., o Extra-terrestre, a fita veio numa capa verde, exatamente para diferenciar as cópias originais das piratas.
  • Na cena do Halloween, pode-se ver uma criança vestida como Yoda, personagem da série Star Wars e que tinha aparecido pela primeira vez em O Império Contra-Ataca (1980).
  • Anos após o relançamento do filme, Steve Spielberg estava pensando fazer a sequência do E.T o extraterrestre passados 20 anos após o acontecimento, e estava pensando escalar novamente o mesmo elenco do filme original.
  • No começo do filme, o irmão de Elliot e seus amigos jogam o RPG Dungeons and Dragons, que havia se tornado fenômeno mundial na época.
  • Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma conta com uma participação especialíssima: o E.T., do filme E.T. - O Extraterrestre. Na verdade, três seres da mesma raça aparecem na cena da convenção realizada na Federação Comercial.
Trailer: